- A aliança BRICS pode encontrar uma nova base na África em meio a um movimento de expansão.
- As chances de integração do Bitcoin permanecem altas, já que os EUA estão buscando uma reserva estratégica de Bitcoin.
À medida que 2024 se aproxima do fim, estão em andamento discussões sobre a entrada de novos membros na aliança BRICS no próximo ano. O possível plano de expansão da aliança deixou espaço para especulações sobre a integração de criptomoedas pelos países membros.
A expansão global do BRICS
O bloco, uma organização intergovernamental inicialmente composta por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, espalhou sua influência em todo o mundo. A aliança agora tem nove membros plenos e várias nações parceiras. Notavelmente, a África está entre os principais continentes sobre os quais o BRICS lançou suas sombras.
O ex-presidente da Câmara dos Deputados da Etiópia, Agegnehu Teshager, revelou no verão passado que todos os países africanos estão interessados em participar do BRICS. No entanto, é quase impossível para o BRICS incluir todos os 54 países africanos no bloco. Entretanto, a criação de um novo grupo de parceria do BRICS abre caminho para um maior envolvimento desses países nas atividades do bloco.
Por exemplo, a China supostamente coassinou o Zimbábue como um novo país africano a fazer parte do grupo. Muitos países em desenvolvimento consideram a aliança atraente devido aos seus esforços de desdolarização, que têm o potencial de melhorar suas economias e moedas.
As nações africanas se juntaram a muitos países asiáticos, sul-americanos e do leste europeu que expressaram seu interesse em participar da aliança do BRICS. A Etiópia e o Egito foram os mais recentes países africanos a aderir este ano, enquanto o presidente do Quênia, William Ruto, também teria manifestado interesse.
Os especialistas argumentam que a crescente atratividade do bloco para os países africanos baseia-se em seus princípios orientados de inclusão, igualdade soberana, cooperação estratégica e multilateralismo.
Aly Khan Satchu, um proeminente banqueiro de investimentos do Quênia, saudou o BRICS como “um pilar” para os países africanos. Ao ingressar no BRICS, aumentar o comércio bilateral e aumentar a liquidação em moedas locais, o BRICS é uma vitória para os países africanos”, afirmou Satchu.
Dado o crescente interesse de ambos os lados, se o BRICS continuar sua expansão em 2025, poderá encontrar uma nova base de membros na África.
O que vem por aí para a adoção de criptomoedas?
Como informou a CNF, o presidente russo Vladimir Putin propôs recentemente a criação de uma nova plataforma de investimento para os países do BRICS. Putin afirma que o objetivo é estabelecer uma infraestrutura de pagamento eletrônico que permita o investimento em países em desenvolvimento no sul da Ásia, África e América Latina.
A proposta de Putin está alinhada com a visão do BRICS de reduzir a dependência do dólar americano para o comércio econômico. Enquanto isso, as especulações sobre as criptomoedas servirem como uma alternativa ao dólar americano já estão ganhando força.
O economista Jeremy Siegel afirmou em um relatório da CNF que os países podem acabar abandonando o dólar americano para o Bitcoin (BTC). Siegel apontou o endosso do Bitcoin por Donald Trump como um importante catalisador para impulsionar o movimento.
Ele acrescentou que o Bitcoin poderia desafiar mais efetivamente a hegemonia do dólar americano do que o ouro ou as moedas dos países do BRICS.

