- O bloco BRICS está avançando nos esforços para criar um sistema de pagamento internacional baseado em blockchain que visa a desdolarização, com foco em moedas que não sejam em dólar, como o rublo da Rússia e o yuan da China.
- As especulações sugerem que as criptomoedas poderiam desempenhar um papel importante, com a Rússia legalizando a mineração de criptografia e a Índia desenvolvendo uma estrutura regulatória para ativos digitais.
Nos últimos meses, o bloco BRICS intensificou seus esforços para estabelecer sistemas financeiros alternativos para promover a desdolarização. Essa aliança econômica, composta por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, tem trabalhado na criação de um sistema de pagamento internacional contínuo usando blockchain ou outros modos. Além disso, de acordo com relatórios, essa iniciativa poderia incluir mais de 159 participantes estrangeiros em um futuro próximo, relatou o Crypto News Flash.
Desinformação sobre o sistema de pagamentos BRICS
As discussões sobre esse sistema de pagamento alternativo estão em andamento desde 2024. Vários relatórios sugeriram que o novo sistema poderia ser alimentado pela tecnologia blockchain. Enquanto isso, ele priorizará transações em moedas que não sejam o dólar, como o rublo da Rússia e o yuan da China.
No entanto, a desinformação obscureceu os detalhes dessa iniciativa. Um relatório amplamente divulgado no início deste ano afirmou que 159 países já haviam aderido ao sistema antes de seu lançamento oficial.
Esse relatório, que citava Elvira Nabiullina, Governadora do Banco da Rússia, foi posteriormente considerado impreciso. Desde então, o governo russo esclareceu que a declaração de Nabiullina foi, na verdade, citada incorretamente. Na realidade, ela estava se referindo ao número de participantes estrangeiros no Sistema de Mensagens Financeiras da Rússia (SPFS), uma alternativa ao SWIFT, e não aos países que aderiram ao sistema de pagamentos do BRICS. De acordo com o último relatório do Crypto News Flash, até mesmo a SWIFT está se movendo em direção a soluções de ativos tokenizados.
A RT, a rede de notícias estatal russa, foi um dos principais veículos que divulgou informações errôneas. Após a verificação, a RT retirou o relatório e emitiu um pedido de desculpas em sua conta oficial do Weibo, reconhecendo o erro e esclarecendo os fatos.
O pedido de desculpas da RT dizia, em parte, o seguinte “Lamentamos profundamente informar que, em 17 de agosto de 2024, a Russia Today (RT) divulgou uma notícia em sua conta oficial do Weibo… Após verificação, essa notícia é falsa. Pedimos sinceras desculpas pela divulgação dessas notícias falsas.”
Esforços de desdolarização estão em primeiro plano
Apesar desse revés, o BRICS continua a avançar com sua agenda de desdolarização. De acordo com Alla Bakina, chefe do sistema nacional de pagamentos do Banco da Rússia, o SPFS integrou com sucesso mais de 160 participantes estrangeiros de 20 países.
Entre eles estão dois bancos cubanos, o que destaca bastante a crescente presença internacional do sistema. Esses países, principalmente aliados da Rússia, incluem Armênia, Cazaquistão e Belarus.
Com o bloco BRICS avançando com sua iniciativa de desdolarização, há uma especulação crescente sobre as criptomoedas desempenharem um papel significativo. A Rússia, por exemplo, legalizou a mineração de criptografia. Espera-se também que ela lance duas bolsas nacionais de criptografia para permitir transações internacionais. Além disso, a Índia também está avançando no desenvolvimento de uma estrutura regulatória de criptografia abrangente.

